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Economia circular no setor têxtil: reciclagem e reutilização


Estima-se que anualmente, 50 milhões de toneladas de roupas são deitadas fora. Esta realidade faz com que o setor da Moda seja dos setores mais poluentes pois, a produção de roupa não só consume muitos recursos como gera pesados impactos ambientais.

A produção de fios naturais leva à utilização de muitas terras de cultivo e água, os fios sintéticos usam petróleo para a sua produção mais a correspondente emissão de carbono e, por fim, o produto têxtil (final) consome água e energia.

Com o tema da Economia circular na ordem do dia é urgente que a indústria da Moda assuma a sua responsabilidade e introduza a reciclagem e a reutilização como soluções a adotar. Atualmente, o desperdício das fábricas e as roupas pós-consumo são incineradas, enviadas para aterros ou recicladas para reutilização ou exportação para países subdesenvolvidos e, com o crescente interesse do consumidor na sustentabilidade as empresas sentem a pressão de produzirem de forma sustentável e de entregarem um produto amigo do ambiente.

A grande dificuldade das empresas é a separação dos têxteis e a procura por sistemas alternativos para a produção de fibras.
Desta forma, vários empreendedores têm desenvolvido novas tecnologias para reaproveitar diversos materiais e resíduos têxteis.
Este é o caso do Projeto Fibersort que visa a separação de fibras. Desenvolveram uma máquina que distingue o tipo de fio através de um sistema ótico e, em segundos, esta nova tecnologia identifica numa peça os diferentes tipos de fios (poliéster, algodão…). Com esta nova máquina espera-se aumentar a reciclagem de fios para a produção de novas roupas.

Outro caso é a empresa Lenzing que tem desenvolvido uma fibra a partir de resíduos de madeira, algodão e celulose chamada Refibra e fez o seu lançamento na Feira Têxtil Première Vision, em Paris.

A marca Benetton (Tricot 3D) lançou recentemente o conceito “malha de fio único”, este conceito pressupõe a produção de malhas sem costuras usando apenas um rolo de fio o que irá gerar desperdício zero.

Ainda a empresa Evrnu que “é uma empresa de inovações têxteis que cria um ecossistema regenerativo” utiliza a tecnologia por si criada, NuCycl, onde ampliam o ciclo de vida dos têxteis de uso único, convertendo materiais pré e pós-consumo em novas fibras. Segundo Stacy Flynn, fundadora da Evrnu, o material obtido após a reciclagem é “mais fino que a seda e mais resistente que o algodão”.

A reciclagem dos desperdícios (fios, tecidos, malhas) resultantes da produção em fábrica podem ser reciclados ou reintegrados no ciclo de produção. Esta reciclagem pode ser feita de forma mecânica ou química, sendo esta última a mais utilizada na reciclagem do algodão. Mas, ainda há uma grande margem para progressão, Portugal ainda não tem um fluxo de reciclagem de resíduos têxteis e o setor industrial pode aumentar o investimento na reciclagem de roupa usada.

O desejo mundial e a meta ideal, a par da reciclagem e da reutilização de materiais têxteis (reutilização de fios, de sobras de tecidos, de roupa em segunda mão, de água), é que se estabeleça um objetivo sustentável e comum a fábricas, produtores e designers (fast fashion vs slow fashion).

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